terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

domingo, 3 de fevereiro de 2013

'Tá encontrado o problema...

"Atenção... remate do Rio Ave... a bola desvia em Daniel Sampaio... GOLO..."


Depois de Sampaio ter claramente sabotado as contratações do mercado de inverno, agora é claro para Godinho Lopes que o vice-presidente da mesa da Assembleia Geral do Sporting é o maior responsável por esta derrota... Pela instabilidade e imensa pressão que está a colocar na equipa, deixando-os "nervosos e sobre enorme pressão" com esta mania de convocar eleições à força sem motivo nenhum...

'Epá... pena é isto ser um órgão eleito, impecável mesmo era despedi-lo também, resolvia-se já isto!'

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

3 histórias tristes e 1 dúzia de ovos


Sporting contacta o Trabzonsport sobre Paulo Henrique, avançado pouco utilizado no clube turco.
Os detentores do passe aceitam e solicitam proposta formal.
O Sporting apresenta proposta de compra.
Os turcos analisam e depois pedem ao Sporting para confirmar proposta.
O Sporting demora 2 semanas a responder.
O Sporting finalmente envia proposta formal para aquisição do jogador, mas neste tempo decorrido o novo treinador do Trabzonsport veta a transferência. 

Emiliano Ínsua é um dos activos do plantel com maior projecção internacional e valor de mercado. É talvez o melhor lateral esquerdo da equipa, mesmo com os altos e baixos exibicionais. Fala-se que Ínsua pode sair na janela de transferências de Inverno, mas o Sporting desmente.
Apesar disso, chega a Alvalade o lateral esquerdo Joãozinho do Beira-mar.
Ínsua escreve no Twitter que não vai sair do clube e sossega os sócios.
Joãozinho diz que ainda bem que Ínsua fica pois vai aprender muito com a presença dele.
Emiliano Ínsua é vendido no dia seguinte ao Atlético de Madrid.

Últimos 3 dias da janela de transferências de Janeiro.
Sporting diligencia para contratar Marius Niculae ao Vaslui da Roménia.
Niculae, agora com 31 anos, foi um dos grandes jogadores do Sporting que ganharam o título há 11 anos. Toda a imprensa noticia a transferência e os sócios vêem a oportunidade com esperança.
A imprensa levanta a questão da possibilidade de alinhar em Portugal por o jogador ter representado 2 clubes esta época. A Federação Portuguesa não se pronuncia, a FIFA não sei.
O prazo acaba e o Sporting renuncia à transferência, sem ter a certeza se este poderia jogar na Liga.

Godinho Lopes veio hoje esclarecer que estes negócios, mais a possível venda de Wolswinkel e a contratação de Kleber (…por amor de Deus!!!) falharam por causa da instabilidade provocada pelo anúncio do pedido de Assembleia-Geral. 
Ora, isto é pior que uma novela mexicana, uma miséria de falta de jeito, incompetência e desleixo. Para acabar com isto há uma Assembleia-Geral marcada. Para perpetuar isto há uma providência cautelar e idiotas a arremessar ovos.


p.s. ... se o Prof. Jesualdo conseguir manter a equipa unida neste contexto, tiro-lhe o chapéu.

Ensaio sobre a Demagogia


Hoje tivemos o enorme prazer de assistir a uma das primeiras primeiras aparições públicas do nosso estimado Presidente.

Presidente este que referiu numa conferência de imprensa, por ele promovida, que não tem medo dos sócios. Curioso este ponto, pois se não tem medo de ouvir os sócios, porque não fazer também o CD uma sessão de esclarecimento com sócios na mesma sala que eles?

Bom, mas não nos preocupemos com isso.

Vamos então analisar algumas das pérolas debitadas pelo ilustre engenheiro.

Sr. Engenheiro veio dizer que o Benfica tentou negociar o Insua a todo o custo com o Sporting, oferecendo inclusivamente o Nolito e o Kardec. A ser verdade, acho que fez bem em ignorar os lampiões. Nolito é banal, e para extremos banais já lá temos o Jéffren. Quanto ao Kardec até acho bom jogador, mas se fosse apenas uma troca, sem dinheiro envolvido, ficaríamos sem dúvida a perder.
Então mas e se isto for mentira? É que o Benfica já veio comentar e dizer que Godinho Lopes mentiu.
Neste ponto estou num impasse, mas é alarmante haver sequer a hipótese de acreditar mais no Orelhas do que no presidente do meu clube.

Continuando, até porque isto agora é que vai ficar interessante.

Segundo Godinho Lopes, desde que este pegou no clube, já entraram nos cofres 108 milhões de Euros.
Ou seja, Godinho ao que parece conseguiu que o Sporting em 1 ano e pouco ganhasse o EuroMilhões. Fenomenal!!!
Dando de barato que realmente entraram 108 milhões, sabendo Deus como, quantos milhões é que saíram?? É que até podiam ter entrado 1000 milhões, mas se saíssem 1005 continuávamos na merda!
Outra questão que me fascina é a origem deste dinheiro, mas também nem vou por aí.

Adiante.
Disse Lopes, o Engenheiro, tem que se arranjar 30 milhões de euros até ao fim da época, sub pena de descer Cristo à Terra e este ser uma mulher (passo a redundância amigos, calma).
Aqui gostava de salientar dois aspectos. Um curioso, outro óbvio. 

O aspecto curioso é o facto do timing deste anúncio. Pergunto porque não terá o ilustre feito este anúncio antes, quando o movimento "Dar Rumo ao Sporting" começou a ser falado e a ganhar forma. Nessa altura o movimento era "legítimo", citando Lopes, o Godinho. Podia também tê-lo feito antes do ano novo, quando o movimento já recolhia assinaturas, com bastante adesão. 
Hmmmm mas não. O Godinho aqui aplica tudo o que sabe de gestão e trato pessoal e diz a uma semana da AG que "esperem esperem que faltam aqui 30 milhões e um dos gajos do cheque já se pôs na alheta". Em brasileiro os gajos têm uma palavra porreira que expressa bem o que se passa no crânio da criatura nosso presidente: desespero. (podem ler com sotaque)

O aspecto óbvio puxa um pouco pela capacidade de antecipação de acontecimentos a, vá lá, dois meses daqui prá frente, no máximo. Evitando cair no tema que trata este texto, penso que é óbvio que sendo votada a destituição do CD do Sporting, Bruno de Carvalho (português da parte dos pais, russo da parte dos investidores e dono de uma barba de 3 dias, todos os dias) será candidato e ganhará as eleições. Se bem me lembro, BdC tinha também ele um EuroMilhões de leste para injectar. Por isso esta desculpa dos 30 milhões só assusta quem quer.

Agora toca a afinar bem essa matéria encefálica porque esta próxima pérola puxa por qualquer um.
Prontos...? Tão vá

Ao que parece, a culpa do tosco do Kléber não ter vindo para o Sporting foi porque a Mesa da Assembleia fez uma Sessão de Esclarecimento aos sócios!!! 

Que tal?  Não tá boa esta?? Genial mesmo

Segundo Godo, a "turbulência" provocada pela reunião realizada na tarde/noite de ontem fez com que o negócio do Kléber caísse! No meio de tanta gargalhada só me sai um "obrigado então, ó mesa".

Se me perguntassem a mim, era gajo para dizer que o que talvez também não tenha ajudado nada seja o total desnorte exibido por esta direcção. Mas isso sou só eu.
Marius Niculae, esse não veio porque tinha jogado já em duas equipas esta época. Desnorte?? Qual desnorte??? Espera que vou só aqui anunciar no site do clube que o Marius é reforço e já continuas o que me estavas a dizer sobre o desnorte...

Continuando na senda das contratações falhadas, nas desculpas apresentadas pelo presidente e nas dores abdominais que isto me provoca, ao que parece estava a ser negociada a ida do Wolfs pro Dinamo de Kiev. Receberíamos o dobro do que investimos nele, segundo o Godinho, e viria por empréstimos dois suplentes de lá sem qualquer encargo pra nós. Aqui a contratação falhou porque o Dinamo teve medo da situação financeira do clube de Alvalade (isto tudo segundo Godinho Lopes, atenção).

Ou seja, e resumindo, não vendemos o Wolfs por uma soma considerável de dinheiro e não recebemos 2 jogadores de borla por 6 meses, porque....... não temos dinheiro!
Deixo-vos a reflectir sobre este ponto e quando descobrirem o sentido disto pedia que sff me o pudessem explicar na zona dos comentários.

Por fim, e porque isto de recorrer tanto à ironia também me causa micoses, gostava apenas de deixar uma palavra prós símios que ontem provocaram os desacatos na reunião da Mesa da Assembleia com os sócios. Atitudes destas demonstram desespero e falta de nível. E meus amigos, não são ovos ou um bando de energúmenos com QI's mais pequenos que o número de pontos da equipa profissional de futebol do Sporting que vão impedir que os sócios se pronunciem no próximo dia 9!!! Eu lá estarei! 

SL

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Mas o que é isto???

Se já não achava o Ventura nada de jeito (um GR banal para uma posição onde temos excelentes jogadores para o presente e excelentes promessas para o futuro), vem agora este tripeiro com uma conversa que não deveria ser admitida no nosso clube.

«Vai ser uma deslocação muito difícil e de certeza que só um Sporting ao mais alto nível vai conseguir conquistar os três pontos»

Mas o que é isto pá??? Só um Sporting ao mais alto nível ganha a um mija nas escadas como o Rio Ave?? Por amor de Deus!!!
Um Sporting ao mais alto nível tem de espetar 7 ou 8 no Rio Ave. Um Sporting ao mais alto nível deve ir à Luz dar um banho de bola e sair de lá com um 0-3 limpinho. Um Sporting ao mais alto nível discute o jogo com qualquer equipa da Europa!!!

É esta mentalidade de clube pequeno, trazida por estes gajos banais e sem futuro, que me parte o coração...

Oh Ventura, tá calado pá!


SL


EDIT (22h55): Ao que parece, a hipótese que ainda se chegou a falar por cerca de uma hora não se concretizou: um possível empréstimo do Kléber ao SCP. E ainda bem, diga-se de passagem. Um tosco de primeira apanha.
Outra notícia (esta má) também ventilada na CS: o Niculae ao que parece já não vem. A confirmar-se é a prova estampada do total desnorte desta direcção.
Por fim, após de assistir à sessão de esclarecimento promovida pela Mesa da Assembleia do clube acerca da AGextraordinária, e aos lamentáveis acontecimentos que lá ocorreram, fica cada vez mais a certeza de que esta AE já vem tarde e terá forçosamente de se realizar. Isto assim não pode continuar!!!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

De volta a casa!

Que saudades deste jogador... Vamos lá ver se as pernas ainda trabalham...


"MARIUS NICULAE, ohohohohoh, MARIUS NICULAE, ohohohohohoh!!!"

É UMA REALIDADE!! (espero)

Está uma conferência de imprensa da Mesa da Assembleia para amanhã, quinta feira, no entanto parece ser oficial: ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA dia 9 de Fevereiro!!


Ao que parece, realizar-se-á na bancada poente do Estádio Alvalade XXI.
A melhor notícia esta época!!

Outro ponto digno de destaque é a quase certa contratação de Marius Niculae!
Não sei qual a sua condição física neste momento, mas é um jogador de quem sempre gostei, alguém que conhece o Sporting, sente o Sporting. Ponto negativo: penso que é demasiado parecido com Wolfs, ou seja, serão alternativa um ao outro, e por isso não jogarão juntos. E eu sinceramente penso que necessitamos de um ataque com 2 avançados.


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Novo reforço do Sporting já escolheu número de camisola no FC Porto


Novo reforço do Sporting já escolheu número de camisola no FC Porto

Por Mário Botequilha

Os jornais desportivos garantem que o Sporting está prestes a contratar o avançado brasileiro Paulo Henrique aos turcos do Trabzonspor.
O ponta-de-lança é aguardado em Lisboa, para os habituais exames médicos e assinatura do contrato. A seguir vai ao Porto para repetir os mesmos procedimentos e escolher o número de camisola. Os dragões consideram que Paulo Henrique já preencheu o único requisito necessário para jogar nos dragões, que é ter pertencido aos quadros do Sporting. MB 



segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A minha relação difícil com certas personagens


Este post é um “mea culpa”.
O problema é que não consigo manter com certos artistas uma relação estável, frutífera, isenta de dúvidas e oscilações tipo “amor / ódio”.
O loirito Van Volkswagen é um caso exemplar. Toda a gente lhe reconhece qualidade técnica, capacidade de luta e uma fibra que não o faz esmorecer (quando as coisas lhe correm mal 20 vezes ele tenta a 21ª e assim sucessivamente).
Mas o verdadeiro problema é este mesmo. São as 20 vezes que falha.
Que raio de jogador marca um golo de sonho em toque de calcanhar, como o de ontem, e falha 2 bolas de cabeça que o meu sobrinho Duarte marcava facilmente?
A primeira foi na 1ª parte e passou talvez despercebida. Mas a segunda foi mesmo quase no final do jogo, num cruzamento perfeito, e ele cabeceia para fora como se fosse um defesa adversário.
É o tipo de jogador que faz com que se grite “FANTÁSTICO – AQUI ESTÁ O NOVO VAN BASTEN!” e logo 5 minutos depois “MANDEM EMBORA ESTE TOSCO”.
Está aqui um drama que não sei resolver… 


Drama que não se coloca no caso de Xandão ou de Jeffren, por exemplo, com estes não me sobram muitas dúvidas, infelizmente.
Provavelmente a magnífica gestão desportiva do Engº Godinho Lopes vai resolver-me o problema e vender o rapaz em saldo já a seguir.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Aula de História

Ainda que algumas pessoas não sejam fãs, o texto pertence ao blog "O Cacifo do Paulinho" e para além de muito bem escrito é uma autêntica lição de história sportinguista. Ora aqui vai.


Eu conheci o Sporting através da rádio. E dos jornais, que me ajudavam a aprender a ler. Tinha cinco anos e, nessa altura, falava-se muito do amor à camisola, a mesma que eu pedi como prenda, dois anos depois. Falava-se de craques e de ídolos. Dizia-se que o Manuel Fernandes era a alma do Leão, que o António Oliveira era um dos melhores jogadores da nossa história, que o Jordão era elegante, que o Carlos Xavier e o Mário Jorge eram diamantes a lapidar e que o Meszaros tinha um talento para defender bem maior do que o bigode com que jogava.
Depois apareceram Venâncio e Morato que, segundo os mais velhos, eram Leões de verdade. Eu nunca gostei muito deles como jogadores, mas defendia-os como se fossem os melhores do mundo. Também apareceu um gajo com nome de escritor, um tal de Rodger Wylde, e outro com nome giro para ser boneco do Match Day, o Boskovic, que, mal sabia eu, haviam de ser uma espécie de pré-aviso para a carrada de estrangeiros sem qualidade que, desde essa altura, foram tendo a honra de vestir a mais bela camisola do mundo. E, qual cometa, apareceu um puto (bem, o puto era eu, diga-se em abono da verdade) cheio de estilo, chamado Futre. Eu só ouvia falar do Futre. O mesmo que me confundiu, ao aparecer a celebrar golos com a camisola de um clube de que ninguém gostava. Felizmente havia o Manel, sempre lá, como referência de bem jogar e de amor à camisola.
O amor foi reforçado quando apareceu Damas. E o que eu chorei quando, no México 86, disseram que ele tinha tido culpa de perdermos contra Marrocos. Damas, Damas, Damas, até hoje Damas, símbolo desse tal amor, referência, craque, relegando para o banco o enorme e ilusório Katzirz, que animava o velhinho Alvalade tocando com o pé na barra durante o aquecimento. Havia, também, Litos, capítulo primeiro de toda uma história de eternas promessas que nunca chegam ao patamar vaticinado, e dois gajos com nome que ficava no ouvido; Saucedo e Eldon. Seguiu-se Raph Mead, ídolo de muito boa gente, e Duílio, ensaiando o samba no centro da linha mais defensiva. E o Manel, sempre lá. Mais o Jordão. E o Damas, claro.
Bem no coração do jogo, ia-se impondo uma espécie de arrastão, chamado Oceano. Tosco, como um artesão sem jeito, impressionava pelo que corria, pelo que destruía, pela força, pela dedicação. A camisola ficava-lhe bem. Mais à frente, um mexicano chamado Negrete, inspirava-me a tentar pontapés acrobáticos sem ter noção de que alcatrão não é relva. Marlon Brandão veio rotulado de craque, mas transformou-se num claro exemplo de que é bem mais fácil sê-lo com camisolas que pesam menos do que a verde e branca. E os dois estarolas, Houtman e McDonald, quais gigantes de torres plantados na área, incapazes de, juntos, valerem meio Manuel Fernandes (que por lá continuava, imagine-se. Com o Damas, claro).
Mas o Manel estava cansado, e deixou o balneário entregue a Damas e Venâncio, com Oceano, Morato e Xavier como guarda de honra. E tentou-se suprimir o vazio deixado na frente com o goleador Paulinho Cascavel, com o buliçoso Tony Sealy (podia ser irmão do Tom Jones) e com um puto chamado Cadete que, depois de crescer, tratou de manchar as memórias de uma noite mágica à chuva, frente ao Celtic, festejando estupidamente, naquela que foi a sua casa, um golo com a camisola dos principais rivais.
Estávamos no final da década de 80 e, num ano em que chegava um ex-lampião bom de bola, Carlos Manuel, um avançado sueco, Eskilsson, irmão gémeo do vocalista dos Europe, e despontava um jovem chamado Paulo Torres, a minha galeria de notáveis ganhava três nomes: Ricardo Rocha, patrão da defesa; Silas, craque, craque, craque; e Douglas, provavelmente o meu jogador preferido da minha história verde e branca, que se juntou a Oceano para tomar conta do meio-campo. Para todos os efeitos, eu passei a ser o Douglas em todas as peladas. E a querer jogar de meias em baixo e sem caneleiras, nos meus primeiros passos como jogador federado (sim, também usei cabelo à Douglas).
Fiquei com Douglas, mas perdi Damas. Felizmente, a memória tornou-se menos dolorosa por, para o seu lugar, ter chegado um gajo com pinta de maluco, Ivkovic (iv-iv-ivkovic! iv-iv-ivkovic!), o tal que, em pleno San Paolo, defendeu um penalti do Maradona e que viria a repetir a gracinha ao serviço de uma das selecções de que mais gostei até hoje, a Jugoslávia. Na frente, um tripas que resolveu vir terminar a carreira com estilo, Fernando Gomes, ao centro um gajo sem jeito nenhum para a bola mas com um pontapé inacreditável, Valtinho, e os primeiros passos do primeiro dos dois melhores do mundo por nós formados, Luís Figo.
Veio Luisinho, tão craque que, hoje, há quem tente ter nome igual e só consegue fazer merda. E veio um treinador porreiraço, Marinho Peres, a quem ainda marquei um golo de bicicleta, numa jogatana nas areias da Caparica. Havia um Careca, tão irritante, e a oportunidade de ver chegar duas referências polvilhadas com mais amor do que canela sobre pastéis de belém: Balakov, jogador de nível mundial, e Iordanov, o eterno mochilas (“primér gol párá Sporting, estar muito féliz”, dizia ele).  Idolatrei Bobby Robson, treinador tão fixe como um jogador, odiando Sousa Cintra por tê-lo despedido. Fiquei com o nem sempre compreendido Juskowiak, com um dos melhores do mundo que nunca chegou a sê-lo, Cherbakov (e o que eu chorei, incapaz de estudar para o teste de alemão dessa tarde, depois de saber que um gajo pouco mais velho que eu, comungando a mesma paixão, ia ficar preso a uma cadeira de rodas) e guardei mais um nome dos meus jogadores preferidos, Valckx. Paulo Sousa chegou com requintes de malvadez quase tão grandes como a sua qualidade futebolística (outro de nível mundial), mas um tal de Carlos Queiroz conseguiu deitar a perder o que teria sido uma época de sonho. Vivíamos a época dos craques, daqueles que teriam vendido infindáveis camisolas se as camisolas tivessem nomes como hoje. Aos que já lá estavam, juntaram-se o senhor Marco Aurélio, Naybet e Amunike. E apareceu um tal de Ricardo ‘Coração de Leão’ Sá Pinto.
Ia-se cantando “u-a, Outtara!”, para entreter a malta, tentando esquecer o desaparecimento de referências. Oceano e Iordanov aguentavam o barco, Sá Pinto dava coração, e Pedro Barbosa começava a dividir as bancadas. Um jovem chamado Beto celebrizou o festejo de golos agarrando o símbolo do Leão, Rui Jorge conquistava-nos, e Acosta aterrava em Lisboa, fazendo-me sonhar com as compilações de golos que acompanhavam a sua chegada. Schmeichel, de braços abertos ocupando meia capa de jornal, deixava-me de coração aos pulos. Um puto, Duscher, entrava para o meu top 5 de jogadores preferidos. E André Cruz era pedra basilar de uma das maiores alegrias que senti até hoje. Tivemos Babb, tivemos João Pinto (um bom exemplo de saber não cuspir no prato onde comeu), tivemos Jardel, mas eu gostava mais de Quaresma, de Hugo Viana e de Niculae. Fomos campeões. E apareceu Cristiano Ronaldo, o segundo a conquistar o mundo com a marca do Leão, até hoje exemplo pela forma de quem lhe deu bases. Paulo Bento acompanhou o surgimento de CR, e, para lá de outras questões, mostrou ser irrepreensível no que toca a respeitar a camisola verde e branca.
Entramos na última década. E, para lá de Pedro Barbosa, de Beto, de um podia ter sido, mas não foi, chamado Miguel Veloso, e do regresso de Sá Pinto, apenas me surgem três nomes com inegáveis ligações ao coração dos adeptos leoninos: João Moutinho, Izmailov, e Liedson. Muitas das nossas esperanças, numa história recente, passaram pelos pés destes três jogadores. Cada um à sua maneira, com a conivência de quem nos dirige, para quem futebol é negócio e que mostra ser incapaz de ver a clara tentativa do fcp em trepar no futebol português à conta do “empequenecimento” do Sporting, souberam atirar a matar sobre os já tão castigados adeptos.
Está visto que isto só nos magoa a nós. Que lágrimas na despedida, só valem as nossas. É enxugá-las (felizmente que a minha filha não tem idade para ter tido um deles como ídolo, e que eu não tenho que amparar-lhe tal desilusão). E, enquanto rezamos para não serem vendidos, a preço de saldo, os jogadores que ainda nos transmitem alguma alma, refugiemo-nos nas mãos de um tal Rui Patrício, esperando que as mesmas embalem e defendam uma nova fornada de Leões, capazes de voltar a fazer-nos acreditar nessa coisa, ultrapassada, do amor e das referências.